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Parte 1: Síria, entre a tirania e o terrorismo

  • Foto do escritor: Maura Palumbo
    Maura Palumbo
  • 15 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

síria

A Síria, localizada no coração do Oriente Médio,  é um país em que identidade religiosa, étnica e política se entrelaçam de maneira única, criando um ambiente de coexistência conflituosa.


Nos últimos dias, a barbárie foi protagonista, mais uma vez. Minorias religiosas foram assassinadas pela ação brutal do grupo armado que assumiu o controle do país, em dezembro de 2024. Mais de mil mortos, entre eles, os alauítas e  os cristãos.


As cenas são estarrecedoras e reforçam que o perigo do extremismo islâmico é uma ameaça real a todos os povos e religiões.


A situação da Síria retrata algo perturbador: uma escolha sem opções. O que seria pior: a despótica família al-Assad ou o controle violento do grupo radical que tomou o poder?



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Sua trajetória registra invasões por vários povos e impérios, ao longo do tempo. Com a queda do Império Otomano, após a  Primeira Guerra Mundial, em 1918, o país só conquistou sua independência em 1946, quando libertou-se  do domínio francês, existente desde 1920.


A profunda instabilidade política, marcada por revoltas e conflitos, transformou a Síria em um caldeirão de tensões constantes causadas por conflitos de seus muitos grupos sociais. 


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De 1946 a 1956, o país teve vinte governos diferentes até que em 1971, Haez al-Assad,  tomou o poder, a partir de um golpe de Estado,  iniciando uma dinastia familiar. Com sua morte, em 2000, o filho Bashar al-Assad, assumiu a presidência da Síria, com punho de ferro. A soberania da família al-Assad, de etnia alauíta, durou mais de cinco décadas, porém seu fim aconteceu com a queda de Bashar, em dezembro de 2024, após treze anos de guerra civil.


A Síria é uma colcha de retalhos formada por religiões diversas, cada qual com sua crença e tradição. A maioria dos cidadãos pertence a religião muçulmana sunita. Porém existem minorias: os cristãos (atualmente, 2% da população), os drusos (representam 3% da população - sua fé esotérica deriva do islã ismaelita e a interpretação pessoal da fé, os distingue das correntes islâmicas tradicionais), os curdos (correspondem 10% da população e seguem tradições culturais distintas, praticam o yazidismo e sua fé sincrética combina elementos do zoroastrismo, do islã e do cristianismo e são um dos maiores povos sem Estado próprio do mundo. ) e os alauítas (crença da família al-Assad).


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Os alauítas são uma vertente da religião muçulmana xiita que incorpora elementos do islã,  do cristianismo e de tradições esotéricas. Compõem cerca de 13% da população síria e desempenharam um papel central no governo, desde a ascensão da família al-Assad no poder.

 
 
 

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